quinta-feira, 23 de agosto de 2007

"Agosto que é Agosto é em Tuna"


Sábias palavras estas proferidas num belo blog (http://tfflup.blog.com) que não podiam ilustrar melhor este meu novo post.
Efectivamente, foi um mês cheio, completo de um espírito que não se perde, apenas pode andar adormecido, mas que, em Agosto, atinge o topo da sua essência.
Trocamos o calor do verão, refrescado pelas águas de uma praia ou piscina, pelo calor de um traje, refrescado pela vivência de novas experiências que fortalecem as já fortes amizades que lá se criam.
Podem pensar, aqueles que não sentem este meu, nosso mundo que é um absurdo da nossa parte...uma falta de juízo que se deixa levar pelo desejo de uma noitada de copos...sim...também faz parte, o tilintar desses copos que entoam brindes, perdidos entre as melodias que vão sendo levadas pelo luar que entra pelas portas desses bares que acolhem a nossa presença...
Mas, não chega! E de muito mais se enche este meu, nosso sentir: de sorrisos trocados, de olhares conversadores, de entreajudas, de lágrimas, de apoios, de abraços, de laços que se criam para um futuro eterno...
Quem não gosta de recordar momentos antigos? quem não solta uma gargalhada ao lembrar-se de um "Stradivarius", de um "pejama", de uma "selada", de um "Vai chamar o Nuno", de um "Ai que vergonha!", de um "ó mãe porque é que me deixaste vir para a tuna"?
São, sem dúvida, estas as melhores recordações que uma pessoa leva, os momentos que ficam no coração, a saudade que sai, soltando uma lágrima envergonhada, como aquela que caiu no dia em que, pela primeira vez, fomos a palco, tocámos numa actuação, passámos a tunantes, cosemos um emblema, recebemos mais um rasgão, e abraçamos, para sempre, a Tuna Feminina da Faculdade de Letras da Universidade do Porto... =)

Obrigada a todas as "babes", "bedetas" e "amigas" que permitem, todos os dias, que isto continue a ser possível!
A TFFLUP é xetacularrrr! ********

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A escrita...


A escrita...
Foi através dela que me apresentei…que me mostrei…que me dei a conhecer…aos poucos fui abrindo a minha vida e o meu coração...com ela pintei sons de telas musicais que julguei não poder dizer...partilhei momentos...abri os meus braços e abraçei-te na ternura da nossa amizade.
Mesmo ao longe ela fez-te sentir tão perto...trocou confissões...procurou apoios...limpou lágrimas e promoveu inúmeros sorrisos, empurrando para longe as amargas palavras que às vezes proferiu...
Acima de tudo fez-me acreditar que é possível... ensinar o mundo a sorrir!
Mostrou-me, para além de tudo, um exemplo de vida e de coragem...uma força da natureza...alguém capaz de sorrir na adversidade...
É difícil, hoje em dia, conhecer alguém assim...é um privilégio, melhor, uma honra ter-te tão perto...não digo isto por dizer...mas por te saber dizer...sentindo a subtileza da tua essência e a grandeza da tua forma de ser.
Será eterno? Acredito que sim...e para isso movo-me com o brilho das estrelas e com a força das palavras que vão sendo pinceladas...
Literatura que é arte...saudade que é vida...música que inspira...perpetuando, na lembrança, sonhos de momentos que foram, realmente, vividos...
Uma união cheia...solitária de egoísmos solipsitas...preenche a minha vida e incita-me a viver um dia de cada vez...sorrindo com a ternura da tua memória e com o carinho de uma grande amizade!

Obrigada por tudo! *****

Para si...




Por muito tempo que passe há coisas que nunca vou conseguir explicar...foi do nada que apareceu e, sem se fazer notada, ficando no seu lugar cativo, seguia, perene, o seu caminho...aos poucos foi cruzando o meu, ora no fumarento e confuso mundo académico, ora no trinar de algumas cordas que iam sendo pinceladas com o tilintar de alguns jantares bem regados...

Talvez não tenha dado pela sua presença mas, com um tempo a acabar, esse das primaveras de flor adormecida, começei a partilhar, consigo, algo em comum: o sentimento da perda...da partida...do medo...da união...da saudade...
As horas voavam e o coração cada vez se apertava mais...precisava de alguém que sentisse o mesmo e que, comigo, quisesse sorrir e fazer sorrir...

Olhei ao meu redor e só aí notei a sua grandeza...que antes se encontrava adormecida pela escuridão do meu olhar...

Ganhei um novo alento e, de mãos dadas consigo, lutei por aquilo que me guia e me irá sempre guiar: o sonho...que, no fundo, é a vida que o tempo nos vem roubar. E, sendo assim, consigo vivi! Vivi tudo aquilo que julguei não poder viver...criei laços que julguei nunca vir a criar...e guardei-lhe, para sempre, um lugar muito especial no meu coração...

Todos esses dias, que guardo como pequenos grandes recortes, assumiram uma importância extrema e carregaram-se de um intenso simbolismo. Ainda hoje digo...um ano...de saudades...


Saudade é talvez a palavra mais bonita do dicionário da minha vida...abarca um rol de significados que se enchem de valor com os momentos que partilhei e continuo a partilhar consigo...

Às vezes penso que não se pode fortalecer aquilo que se apresenta como uma união forte, firme, convicta, mas engano-me...

É sublime ver que ainda hoje consigo sentir que os laços que já foram criados há algum tempo atrás ganham mais intensidade...na dor, na tristeza, no medo, olho para o lado e vejo-a sempre lá...é tudo para mim...já o disse uma vez e repito...é o tudo e é o nada...pois de pequenos nadas se constroem grandes pilares que só estão à altura de quem os saiba viver...um apoio? Também...mas acima de tudo alguém que me ensinou algo de novo todos os dias, que com a sua força me contagiou e fortaleceu e que, com o seu sorriso, ainda me faz acreditar que tudo é possível...

Do fundo do meu coração, um muito obrigada por tudo, minha sra doutora! =)

terça-feira, 10 de julho de 2007

Eu...

Eu...
Falo com o meu silêncio
E revelo-me no meu olhar...
Os meus gestos e atitudes
Apresentam a minha forma de ser...
Não olho a meios
E estendo meus braços...
Abarco tudo e nada
No meu profundo sentir...
Julgo, sem condenar
E aprendo
Com as desilusões
Que a vida
Me tem vindo
A mostrar...

Letras com sentido...


Porto...

barco rabelo que nos embala

no ondular da calçada...

que nos embrenha e aquece

com o negro que esvoaça...

sonhos...

perdidos e achados

na proa da nossa amizade

rumando para um so lado...

o azul escuro...tão amado!

Letras...

junção de sentidos

que soltamos com a emoção

de vários tu(s)...

talvez referentes a um só nós...

que, unido, nos prende...

e leva para um mundo vivido...

o azul escuro...tão sentido!